Mesmo que Valentina tivesse tido assistência médica, após as agressões de que foi alvo, dificilmente teria sobrevivido, declarou esta quarta-feira em tribunal o médico que fez a autópsia do corpo da menina.

O médico legista Carlos Durão, o mesmo que fez a autópsia ao corpo de Ihor Homeniuk, disse ao tribunal: “A medicina não é uma ciência exata. A morte acontece algum tempo após as agressões. Não sabemos precisar quando tempo. Não consigo determinar o intervalo de tempo. Não foi muito tempo mas foi mais do que uma hora depois das agressões".

"Quanto mais tempo passa [entre a agressão e a assistência médica] menor probabilidade de sobrevivência." No entanto, este especialista considera que, dada "a gravidade das lesões", dificilmente se poderia evitar a morte de Valentina.

O médico encontrou em Valentina uma "lesão cerebral com hemorragia. Essa hemorragia tem vários focos hemorrágicos."

Pela nossa experiência, depois de uma agressão dessas é difícil resistir. É muito pouco provável", disse. "Existem casos de doentes que sobrevivem e ficam com sequelas."

Assim, o médico legista considera que mesmo que tivesse sido assistida as probabilidades de sobreviver eram reduzidas. 

O coletivo de juízes quis ouvir este especialista antes de tomar uma decisão, que só será anunciada no próximo dia 21 pelas 14.00.

Daniela Rodrigues