Polícia Judiciária anunciou em comunicado, esta sexta-feira, que deteve um arguido alegadamente envolvido no assalto ao paiol de Tancos. A detenção resultou de uma operação desencadeada pela PJ no passado dia 9 de janeiro.

Em causa estão factos suscetíveis de integrarem "crimes de associação criminosa, furto, detenção e tráfico de armas, terrorismo internacional e tráfico de estupefacientes", lê-se no comunicado da PJ enviado à redação da TVI. O detido foi presente ao Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa para aplicação das medidas de coação, tendo sido decretada a prisão preventiva.

O Inquérito encontra-se, nesta altura, em Segredo de Justiça.

O caso do furto de armas em Tancos ganhou importantes desenvolvimentos em 2018, tendo sido detidos, numa operação do Ministério Público e da Polícia Judiciária, sete militares da Polícia Judiciária Militar (PJM) e da GNR, suspeitos de terem forjado a recuperação do material em conivência com o presumível autor do roubo.

Entre os detidos está o diretor da PJM e um civil (que já foi militar), principal suspeito da prática do furto, encontrando-se ambos em prisão preventiva, num caso que levou à demissão de Azeredo Lopes do cargo de ministro da Defesa e cujas implicações políticas levaram à criação de uma comissão parlamentar de inquérito.

Em setembro, após a investigação do Ministério Público à recuperação do material furtado, designada “Operação Húbris”, que levou às detenções, foi anunciada pelo CDS-PP a constituição de comissão de inquérito parlamentar, aprovada apenas com a abstenção do PCP e do PEV.