Fernanda Pêgo, procuradora-geral adjunta que deu o aval para que dois jornalistas e um coordenador da PJ fossem investigados por violação do segredo de Justiça, tendo o Ministério Público mandado a PSP vigiar os dois primeiros para apurar quem são as suas fontes, admitiu, no testemunho que prestou na fase de instrução do processo, que também ela costuma falar com jornalistas. E disse mesmo que entre os contactos que recebe estão os dois arguidos acusados no processo: os jornalistas Henrique Machado e Carlos Rodrigues Lima, respetivamente da TVI e da Sábado.

A diretora do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa é testemunha na instrução do processo que está a decorrer e é liderada pelo juiz Carlos Alexandre. No testemunho dado por escrito, e depois e ter sido questionada, acabou por identificou os jornalistas com quem mantém contacto. "Fui e sou contactada por jornalistas que conheço e outros que não conheço, por telefone, mensagem ou e-mail, habitualmente quando estão a ser noticiadas operações e quando são proferidos despachos finais em processos que geram interesse jornalístico", reconheceu Fernanda Pêgo.

Inês Pereira