Dos 30 suspeitos, 29 estão a ser ouvidos, esta quinta-feira, no tribunal de Setúbal, enquanto que outro suspeito, residente no Luxemburgo, que vai ser presente às autoridades locais. 

A rede de jogo ilegal online, que atuava de norte a sul do país e no estrangeiro, terá lucrado mais de 80 milhões de euros. O acesso aos sites não regulados era, normalmente, disponibilizado em estabelecimentos comerciais. Os apostadores podiam aceder aos servidores, alojados fora do país, através do telemóvel e computador. 

Além do jogo online, existiam também máquinas instaladas em cafés sem controlo legal, centenas de aparelhos terão sido apreendidos pela GNR.

O grupo era composto por mais de 100 pessoas com ramificações no Brasil, Suíça, frança, Bélgica e Moçambique. O líder da organização era um advogado de Vila Nova de Gaia que prometia proteção jurídica aos envolvidos no esquema. 

A GNR contou com a colaboração da INERPOL e da Autoridade Tributária.