O Tribunal da Feira condenou esta quinta-feira a penas efetivas seis dos 10 arguidos envolvidos num processo relacionado com o tráfico de droga e furto de metais ferrosos e outros materiais, aplicando penas suspensas aos restantes.

Durante a leitura do acórdão a juíza presidente disse que o tribunal deu como provada a maioria dos factos da acusação.

As penas mais gravosas foram aplicadas a um casal que foi condenado por tráfico de droga de menor gravidade, vários crimes de furto e um crime de simulação de crime. Ele apanhou sete anos de prisão e ela cinco anos e três meses, ambos em cúmulo jurídico.

Houve ainda quatro arguidos condenados a penas efetivas entre os três anos e nove meses e os seis anos e nove meses de prisão, dois deles por um crime de tráfico de estupefacientes e outros dois por crimes de furto.

Dos seis arguidos condenados a penas efetivas, quatro estão em prisão preventiva e vão continuar assim até se esgotarem todas as possibilidades de recurso e os outros dois estão já a cumprir pena à ordem de outros processos.

Os restantes quatro arguidos foram sentenciados a penas de prisão, suspensas na sua execução, que variam entre um ano e seis meses e os dois anos e nove meses, por um crime de tráfico de menor gravidade.

A acusação do Ministério Público refere que oito dos dez arguidos dedicavam-se à “aquisição, armazenamento, distribuição e venda” de droga pelo menos desde outubro de 2016 até junho de 2018.

As transações de droga eram efetuadas no interior ou proximidades de um bar em Fiães, que era frequentado diariamente por consumidores que ali se dirigem para se abastecer.

Os arguidos foram detidos em junho de 2018, no âmbito de uma investigação que durava há cerca de um ano.

Foram realizadas oito buscas domiciliárias e uma não domiciliária, tendo sido apreendidas 731 doses de haxixe, nove doses de MDMA (ecstasy), 825 euros em dinheiro, nove telemóveis, dois computadores portáteis, um tablet, dois relógios, dois LCD, um motociclo, uma moca e três armas brancas.