As visitas a residentes em lares de idosos estão suspensas desde segunda-feira, na sequência de um conjunto de medidas extraordinárias adotadas pelo Governo com o objetivo de conter a propagação do novo coronavírus. Ficaram proibidas, também, as atividades de apoio social levadas a cabo por centros de atividades ocupacionais, centros de dia e centros de atividades de tempos livres.

Contudo, uma comunicação do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social alerta que "tem de ser garantida a admissão de novos utentes nas respostas sociais em funcionamento, mesmo quando existam restrições a visitas". Significa isto que os lares de idosos, apesar de não poderem receber amigos ou familiares dos residentes habituais, devem continuar a abrir as portas a novos utentes.

Num estado de epidemia instalada, é importante perceber que os lares são uma das principais opções dos hospitais naquilo que é a garantia de camas disponíveis para o tratamento de futuros infetados. Ora, tendo isto em conta, é fundamental para os lares garantirem a continuidade de admissão de novos utentes."

A explicação é da Lares Online, uma plataforma que apoia as famílias no processo de admissão em lares de idosos, que admite que, desde que foram proibidas as visitas, primeiro apenas na zona norte do país, tanto famílias como instituições ficaram confusas quanto à possibilidade de admissão de novos doentes.

Mesmo devendo continuar a acontecer, as visitas para tratar de admissões em lares passam a ser mais restritas, com a redução ao máximo de número de intervenientes. A partir de agora, devem passar a ser feitas apenas por duas pessoas, um representante da família e um funcionário do lar.  Adicionalmente, os envolvidos não podem esquecer a desinfeção, devem evitar os contactos físicos e reduzir o tempo de duração das visitas, tudo para evitar, ao máximo, o contágio aos idosos, um dos grupos mas suscetíveis à Covid-19.

Emanuel Monteiro