A população da praia da Leirosa, na Figueira da Foz, queixa-se de uma vaga de assaltos que tem atingido a zona nos últimos tempos. Este sábado, e dizendo-se fartos da inação das autoridades, os populares decidiram sair à rua, ainda que estejam proibidos ajuntamentos, devido ao estado de emergência, em vigor até ao final do dia, que foi aplicado para conter a pandemia Covid-19.

Segundo os populares, uma família de etnia cigana tem provocado desacatos permanentes, bem como a destruição de propriedade, numa situação que já dura há dois anos.

Têm feito coisas atrás de coisas, desde roubos a habitações, a mercearias. Já vandalizaram o clube da terra umas três ou quatro vezes", afirma uma popular.

Para o local foi chamada a GNR, como forma de tentar controlar a situação, e evitar o ajuntamento de pessoas, que em altura de pandemia está proibido por lei. Com a escalada da tensão, os militares foram mesmo obrigados a utilizar a força para controlar a população, chegando a haver confrontos físicos entre os presentes e as forças de segurança.

 

Eles já ameaçaram que esta noite vai haver tiros", acrescentou uma das manifestantes.

No local esteve também presente o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Carlos Monteiro. O autarca admite expulsar esta família da habitação social em que reside atualmente, caso se verifiquem os factos referidos pelos cidadãos.

Mais tarde, a GNR afirmou, à agência Lusa, que "não se registaram desacatos” nem há notícia de pessoas feridas, indicando que na ocasião o ajuntamento de pessoas na praia da Leirosa se mantinha, mas sem problemas.

A situação está “pacífica”, acrescentou o responsável da GNR, sem confirmar se já há ou não registo de danos designadamente em viaturas ou de quaisquer outros estragos.

De acordo com uma publicação no Facebook, a praia da Leirosa, no concelho da Figueira da Foz (distrito de Coimbra), foi alvo, na noite passada, de atos de “vandalismo, com vários veículos com pneus furados e animais mortos nos quintais”.

João Bizarro