A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) afirma que "associações e corpos de bombeiros estão à beira da ruptura devido aos atrasos nos pagamentos dos serviços prestados ao Ministério da Saúde, com particular incidência nos hospitais, cuja dívida acumulada já ultrapassa os 35 milhões de euros, nalguns casos há mais de um ano".

Em comunicado enviado à TVI24, a Liga diz que "tem vindo a alertar regularmente o Ministério da Saúde para a situação, que está a causar gravíssimos prejuízos a associações e corpos de bombeiros de todo o país", mas "não teve qualquer resposta relativa ao seu pedido de audiência".

A LBP pretende ver calendarizada a amortização da dívida e garantido o cumprimento das regras estabelecidas e que as unidades hospitalares não cumprem. No passado sucessivas promessas do Ministério da Saúde para a regularização das dívidas nunca foram cumpridas. Razão pela qual a gravidade da situação continue a acentuar-se", refere a organização.

Tempo de espera

Além da questão das dívidas que dizem existir, os bombeiros dizem haver "ainda outras e graves situações no transporte de doentes que a LBP quer ver ultrapassadas, nomeadamente o tempo de espera nos hospitais para recuperar as macas que ficam retidas nas urgências, nalguns casos mais de sete horas, impossibilitando as ambulâncias e respectivas guarnições de nesse período poderem intervir em mais situações de socorro".

Na audiência solicitada ao secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, a Liga "quer também abordar outras questões associadas, nomeadamente, os concursos públicos para o transporte não urgente de doentes".

De acordo com a Liga, "os Bombeiros são responsáveis por 98% do transporte de doentes não urgentes, pelo socorro em acidentes e outras intervenções de pré-hospitalar que representam 85% dos serviços executados a solicitação do INEM no âmbito do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM)".