Mais fiscalização, reforço policial e envolvimento da comunidade são as soluções para os problemas da zona que os comerciantes do Bairro Alto apresentam esta semana à Câmara de Lisboa, em resposta à proposta de redução de horários.

«Demasiada gente», «falta de controlo de horários e licenças» e o «policiamento mínimo» são os problemas encontrados pela associação, que propõe, como soluções para os problemas que afectam o Bairro Alto, um esforço concertado entre Polícia Municipal e PSP para organizar e reforçar policiamento na zona, além do «ordenamento comercial» do bairro pela autarquia e o envolvimento da comunidade.

«Antes de tomar qualquer medida é preciso fazer cumprir a lei», exclamou à Lusa Belino Costa, da Associação de Comerciantes do Bairro Alto. Os comerciantes reúnem-se esta semana com responsáveis camarários para entregar um dossiê com o seu parecer em relação à proposta da autarquia de redução dos horários dos estabelecimentos comerciais do Bairro Alto, em discussão pública até sexta-feira, dia 29.

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Segundo a Associação de Comerciantes, a decisão camarária da não permitir a abertura de novos estabelecimentos comerciais na zona estimulou a busca de «soluções à margem da lei», que, a par da falta de policiamento e fiscalização, levaram à zona «jovens numerosos e irrequietos» e «traficantes de droga».

A proposta da autarquia lisboeta, em discussão pública até sexta-feira, pretende que cafés, restaurantes e lojas encerrem todos os dias às 24:00; os bares e casas de fado passem a encerrar às 02:00 e as discotecas ou estabelecimentos com pistas de dança fechem à mesma hora durante a semana, podendo nas noites de quinta-feira a sábado, inclusive, prolongar o horário até às 04:00.

Caso seja aprovada, esta proposta irá reduzir em cerca de duas horas o funcionamento de grande parte dos estabelecimentos da zona.
Portugal Diário