A EMEL vai suspender a cobrança de estacionamento na via pública e em parques geridos pela empresa. A medida surge perante o cenário de pandemia de Covid-19 e das medidas de contenção impostas pelo Governo.

"É recomendado limitar as deslocações dos cidadãos com vista ao controlo da propagação do vírus. Uma maior imobilização dos cidadãos na cidade de Lisboa, conduz a um maior número de veículos estacionados, que em condições normais sairiam do local de residência, junto a casa dos residentes, e que muitos destes veículos de residentes não terão dístico", explica a EMEL.

As medidas tomadas pela Câmara Municipal de Lisboa como forma de gestão do estacionamento na cidade contemplam a suspensão de pagamento em zonas de estacionamento de duração limitada (cessando a fiscalização dos veículos e ainda a permissão de deixar as viaturas com dístico de residente válido nos parques da EMEL gratuitamente

Suspensão do pagamento na via pública nas Zonas de Estacionamento de Duração Limitada, nos locais delimitados para o efeito, suspendendo a fiscalização dos mesmos", anuncia a EMEL.

A Câmara Municipal de Lisboa vai ainda proceder ao alargamento de todas as avenças noturnas de residentes nas concessões Empark para avenças 24 horas, ou seja, passa a ser possível o estacionamento durante 24 horas sem qualquer custo acrescido.

A adoção destas medidas implica um esforço adicional por parte dos cidadãos no cumprimento dos seus deveres cívicos, que devem evitar deslocações não essenciais. A ocupação de forma abusiva do espaço público, pondo em causa o acesso de veículos de emergência, e a segurança e livre circulação de peões ou veículos continuará a ser fiscalizada", avisa a EMEL.

Os responsáveis pela gestão do estacionamento na capital ressalvam que "o manifesto incumprimento deste pressuposto poderá conduzir à revisão das medidas".

A empresa explica que estas "medidas visam reduzir as dificuldades de estacionamento para residentes em especial em zonas de maior pressão. Bem como, melhorar a condição de quem cumpre situações de quarentena ou isolamento social, como recomendado, e de quem contribui com o seu trabalho para funções essenciais".

Nuno Mandeiro