A adesão às primeiras horas de greve do Regimento dos Sapadores Bombeiros de Lisboa é de 100%, disse esta segunda-feira, fonte do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa, garantindo que casos de risco de vida vão ter sempre resposta.

Não sabemos os números dos quartéis todos, mas já sabemos de mais metade dos quartéis e esses estão a 100%. A nossa expectativa é que tenhamos uma adesão à greve igual à última, em que se situou nos 98 a 99%”, disse à Lusa António Pascoal, do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML).

Segundo António Pascoal, “os bombeiros continuam indignados perante as posições do Governo, principalmente em relação ao estatuto de aposentação, porque o Governo continua intransigente”.

Os Sapadores Bombeiros de Lisboa iniciaram uma greve de 15 dias contra a proposta de alteração à carreira de bombeiro profissional, no dia em que sindicatos representativos dos bombeiros e dos sapadores municipais reuniram com o Governo.

A greve do Regimento dos Sapadores Bombeiros de Lisboa começou às 20:00 e decorrerá até 05 de fevereiro.

Estamos na disposição de negociar todos os dias e todas as noites. Hoje houve negociação e foram alcançados alguns avanços ao nível do estatuto da carreira, mas em relação à matéria que mais prejudica os bombeiros ainda não. Se o Governo der um sinal nesse sentido, estamos dispostos a suspender a greve de imediato”, acrescentou o sindicalista.

Apesar da greve do Regimento dos Sapadores Bombeiros de Lisboa, António Pascoal garantiu que vão responder a todos os casos em que exista risco de vida.

A vida das pessoas não pode estar em risco, não vamos deixar que uma pessoa morra por causa da nossa greve. Tudo o que meta em perigo a vida de pessoas faremos normalmente. Em média fazemos 50 ou 60 serviços por dia e na última greve fizemos cerca de 15 serviços diários, ou seja, tudo o que envolvia socorrer as pessoas”, frisou.

A paralisação, agendada pelo STML, foi aprovada na segunda-feira da semana passada durante uma manifestação que reuniu cerca de 150 bombeiros em frente ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, junto à Praça de Londres, em Lisboa, onde o trânsito esteve cortado por estes profissionais.