Dita o regulamento e por aí se pode interpretar a decisão unânime do júri do Prémio Leya de romance em língua portuguesa, de não o atribuir este ano.

Se as obras concorrentes não apresentarem a qualidade exigida", é o pretexto inevitável para que o galardão não seja atribuído, o que terá acontecido, uma vez mais, este ano, ao qual foram apresentados 449 livros originais. Destes, foram seleccionados 29, avaliados pelos editores da Leya. Dessa avaliação resultou que apenas um original foi submetido à apreciação final do júri.

Segunda vez

Esta é a segunda vez, na curta história do prémio, que o júri decidi não premiar qualquer das obras a concurso. Em 2010, foi tomada uma decisão semelhante.

O Prémio Leya foi criado em 2008 para distinguir um romance inédito escrito em língua portuguesa. Tem um valor monetário de 100 mil euros e inclui a edição da obra pelo grupo editorial Leya.

Presidido por Manuel Alegre, o júri integrou José Carlos Seabra Pereira, José Castello, Lourenço do Rosário, Nuno Judice, Pepetela e Rita Chaves.

Prémios atribuídos

O galardão foi atribuído pela primeira vez em 2008, ao romance "O rastro do Jaguar", do escritor brasileiro Murilo Carvalho.

Nos anos seguintes foram atribuídos a "O Olho de Hertzog", do moçambicano João Paulo Borges Coelho (2009), a "O teu rosto será o último", de João Ricardo Pedro (2011), a "Debaixo de algum céu", de Nuno Camarneiro (2012).

Em 2013, o prémio Leya foi atribuído pela primeira vez a uma mulher, à escritora Gabriela Ruivo Trindade, pelo romance de estreia "Uma outra voz".

Em 2014 o júri atribuiu o prémio a "O meu irmão", de Afonso Reis Cabral, e em 2015 a "O coro dos defuntos", de António Tavares.