Os manuais escolares oferecidos pelo Estado ou pelas autarquias representam apenas 6% do total dos livros necessários, segundo o barómetro da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas. Deixa, por isso, o apelo ao alargamento desta medida aos restantes anos de escolaridade.

Como consequência da política implementada no corrente ano letivo de manuais gratuitos para o 1º ano do 1º ciclo, as famílias pouparam cerca de 30 euros, em média, face a 2015, gastando este ano cerca de 37 euros”.

Para o primeiro ano do primeiro ciclo, as famílias tiveram que comprar em média menos um manual em comparação com o ano letivo passado. O estudo observa que “a oferta se limita aos manuais, não abrangendo livros de exercícios”.

Alguns pais disseram que preferiram comprar os manuais, uma vez que os teriam de devolver no final do ano.

Ao mesmo tempo, no primeiro ciclo, não é possível reutilizar manuais escolares porque os alunos escrevem nos próprios livros “com muita força e os professores corrigem a caneta”.

Gastos com livros

Este mesmo barómetro fez contas ao valor médio gasto por filho, no ano letivo 2016/17: 123 euros, menos do que no ano anterior, em que se gastou 131 euros.

É no terceiro ciclo (7º, 8º e 9º anos de escolaridade) que as famílias enfrentam maiores encargos, com um montante gasto de cerca de 160 euros por filho”.

O maior encargo médio registou-se no 11º ano de escolaridade, com 182 euros, enquanto no ano de 2015/16 os maiores encargos se tinham sentido no 9º e 10º anos, com 203 e 221 euros, respetivamente.

Reutilização de manuais

Quanto à passagem de mãos de manuais, o número médio daqueles que foram reutilizados é de apenas um, tal como no ano passado. Somente no 3º ciclo esse número sobe para três.

Em média, os alunos necessitam de sete a oito manuais em cada ano letivo, sendo utilizados cinco a seis manuais no primeiro ciclo, nove a dez no segundo, 10 a 11 no terceiro e seis a sete manuais no secundário;

A Associação Portuguesa de Famílias Numerosas apela ao alargamento do apoio aos restantes anos de escolaridade e à inclusão dos livros de exercícios.

Para a APFN, “é urgente” a adoção de boas práticas de reutilização, como a proibição de escrita nos manuais ou livros de exercícios, permitindo aos bancos de manuais escolares cumprirem a sua função.

O inquérito decorreu no passado mês de novembro e envolveu 1.013 alunos.

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