Há quatro anos que as autoridades portuguesas tinham denúncias sobre a origem duvidosa da fortuna de Isabel dos Santos, mas nada foi feito.

Banco de Portugal, CMVM - Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, Polícia Judiciária e Ministério Público já sabiam que a mulher mais rica de África tinha negócios obscuros que envolviam dinheiro do Estado angolano e empresas offshore.

Isto numa altura em que já estavam a ser usadas empresas fachada para negócios em Portugal.

A TVI teve acesso a um documento do Banco de Portugal que confirma que analisou parte da fortuna da filha do ex-presidente de Angola e não detetou irregularidades, apesar de relatórios internos garantirem o contrário.

A investigação da TVI teve acesso a um esquema de contratos e faturas entre o governo angolano e uma empresa fachada offshore de Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, que arrecadou vários milhões diretamente dos cofres do Estado.