A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD comunicou esta quarta-feira à CMVM que Luís Filipe Vieira "terá sido constituído arguido e detido para primeiro interrogatório, encontrando-se o respetivo inquérito em segredo de justiça".

O clube diz que foi "prestada toda a colaboração solicitada pelas autoridades relevantes".

Num momento em que decorre uma reunião de emergência para analisar as implicações da detenção de Vieira, a SAD dos encarnados sublinha que as funções desempenhadas pelo presidente do clube "serão, na medida que se mostre necessária, asseguradas nos termos previstos na lei e nos estatutos".

Nem a Benfica SAD nem o Sport Lisboa e Benfica (ou qualquer entidade por si controlada) foram constituídos arguidos no âmbito desta investigação, tendo sido prestada toda a colaboração solicitada pelas autoridades relevantes. As funções desempenhadas pelo Presidente do Conselho de Administração serão, na medida que se mostre necessária, asseguradas nos termos previstos na lei e nos estatutos", destaca o comunicado.

No mesmo comunicado, lê-se que "nem a Benfica SAD nem o Sport Lisboa e Benfica (ou qualquer entidade por si controlada) foram constituídos arguidos no âmbito desta investigação, tendo sido prestada toda a colaboração solicitada pelas autoridades relevantes".

A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD informa ainda que, por estar a decorrer o período de subscrição das obrigações representativas do empréstimo obrigacionista 'Benfica SAD 2021-2024' no contexto da respetiva oferta pública, será solicitada a aprovação pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários de uma adenda ao prospeto aprovado em 01 de julho de 2021", concluem as 'águias'.

Vieira foi detido no âmbito de uma operação que visa combater crimes de burla, abuso de confiança e branqueamento de capitais. Também o filho do dirigente, o milionário José António dos Santos - conhecido como o "rei dos frangos" - e o empresário Bruno Macedo - responsável pelo regresso de Jorge Jesus à Luz e pelas contratações de Everton ou Lucas Veríssimo - foram detidos.

Os quatro arguidos vão passar a noite na esquadra da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Moscavide e vão ser presentes ao juiz Carlos Alexandre esta quinta-feira.