Luís Filipe Vieira foi já esta tarde notificado pelo Tribunal Central de Instrução Criminal de que pode a partir de agora sair de casa, extinguindo-se assim a medida de prisão domiciliária a que estava sujeito até à apresentação de garantias de pagamento de uma caução de três milhões de euros.

Esta quinta-feira, o juiz Carlos Alexandre aceitou as garantias dadas - dois imóveis e dinheiro depositado numa conta do Estado - e esta sexta-feira deu ordem de libertação ao ex-presidente do Benfica.

Luís Filipe Vieira fica agora sujeito às outras medidas, incluindo a de proibição de contactos com administradores da SAD e restantes arguidos, e a proibição de sair do país.

No processo Cartão Vermelho, Luís Filipe Vieira, além da prisão domiciliária, que agora deixa de ter de cumprir, tem como medidas de coação a proibição de sair do país, com a entrega do passaporte, e de contactar com os outros arguidos do processo: o empresário José António dos Santos e o advogado e agente Bruno Macedo, sendo a exceção o seu filho Tiago Vieira, e vários elementos ligados ao Novo Banco.

Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos no início de julho numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado, SAD do Benfica e Novo Banco e está indiciado por abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de informação.

Henrique Machado