O antigo dirigente do Benfica, José Ribeiro e Castro, comentou esta quinta-feira a detenção de Luís Filipe Vieira, presidente do clube encarnado que é suspeito num processo de burla, branqueamento e abuso de confiança, estando em causa eventuais favorecimentos pessoais com a utilização de negócios operados pela Benfica SAD, em consórcio com o empresário Bruno Macedo.

Na TVI24, Ribeiro e Castro lamentou o caso, considerando que "é incontornável que o Benfica vá para eleições". Desta forma, entende que o Benfica deve "partir para outra", apelando aos mecanismos que podem ser utilizados por clube e SAD para garantir que o processo se desenvolve sem mácula para o clube.

É urgente que os órgãos sociais convoquem um plenário para apreciar a situação", afirmou, falando num Benfica "abalado".

Ainda que Benfica e SAD não estejam envolvidos de forma negativa no processo, Ribeiro e Castro entende que é relevante que os alegados crimes tenham sido cometidos em desfavor do clube.

Para o ex-dirigente, a audição de Luís Filipe Vieira no Parlamento, no âmbito da comissão de inquérito do Novo Banco, foi uma previsão de um desfecho negativo.

O empresário e presidente do Benfica Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos na quarta-feira numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado e algumas sociedades.

Para esta investigação foram cumpridos 44 mandados de busca a sociedades, residências, escritórios de advogados e uma instituição bancária em Lisboa, Torres Vedras e Braga. Um dos locais onde decorreram buscas foi a SAD do Benfica que, em comunicado, adiantou que não foi constituída arguida.

António Guimarães