Os cinco suspeitos da morte do estudante cabo-verdiano vão ficar em prisão preventiva, decretou esta sexta-feira à noite o Tribunal de Bragança. Segundo o tribunal, os arguidos são acusados de homicídio qualificado, três em forma tentada e ficam ainda sujeitos a termo de identidade e residência.

Os suspeitos são de Bragança e foram detidos, na quinta-feira, tendo sido levados para as instalações da Polícia Judiciária, em Vila Real, já que em Bragança não há aquela polícia.

A PJ transportou os detidos ao início da tarde novamente para Bragança, depois de uma conferência de imprensa em que deu esclarecimentos sobre o crime ocorrido na madrugada de 21 de dezembro, que vitimou o estudante cabo-verdiano que acabou por morrer a 31 de dezembro, num hospital do Porto.

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Polícia Judiciária (PJ) esclareceu esta sexta-feira que os cinco detidos pelo envolvimento na morte do estudante cabo-verdiano, de 21 anos, estão indiciados por um crime de homicídio qualificado e três tentativas de homicídio.

Os cinco detidos estão indiciados por homicídio qualificado. Daquilo que é possível dizer, porque a investigação é dinâmica, na base dos factos estão motivos fúteis, motivos de uma desavença que ocorreu no interior do espaço lúdico e que teve, depois, desenvolvimento no seu exterior”, afirmou o diretor nacional da PJ, Luís Neves.

A direção nacional da PJ realizou esta sexta-feira, em Vila Real, uma conferência de imprensa "inédita" para dar esclarecimentos sobre o caso da morte do jovem cabo-verdiano Giovani Rodrigues, uma questão que extravasou a investigação criminal e provocou alarme social.

A Judiciária anunciou esta sexta-feira a detenção de cinco suspeitos, com idades entre os 22 e os 35 anos, alguns deles desempregados e todos residentes em Bragança.

Os cinco homens, de acordo com o diretor nacional da PJ, estão indiciados por um crime de homicídio qualificado e três crimes de homicídio na forma tentada.

Luís Neves acredita que foi detido o “núcleo duro que perpetrou as agressões” e referiu que os arguidos não possuem antecedentes criminais.

A operação foi desencadeada entre quinta-feira e esta noite e decorreu em “total sigilo”.

Contrariamente ao que foi veiculado em termos de redes sociais, não se trata de um crime entre nacionais de um país ou de outro, entre raças. Não se trata nada disso. Trata-se de um crime cometido por gente violenta, num determinado contexto”, esclareceu Luís Neves.

A morte do estudante levantou questões sociais e de inserção, pelo que o diretor nacional da PJ fez questão de salientar que Bragança é uma cidade segura e que o país é um “território de grande irmandade, neste caso, com o povo de Cabo Verde”.

O estudante cabo-verdiano Giovani Rodrigues foi encontrado sozinho caído numa rua em Bragança e acabou por morrer 10 dias depois, num hospital do Porto.

Com a morte, na madrugada de 31 de dezembro, o caso passou para a alçada da Polícia Judiciária que realizou “buscas domiciliárias, inquirições e interrogatórios de várias pessoas suspeitas de estarem envolvidas nos acontecimentos que determinaram a morte daquele jovem”.

Luís Neves referiu que, durante a investigação “ininterrupta” feita após a comunicação do caso a esta polícia, foi recolhida prova testemunhal, ainda as declarações dos arguidos e “outros elementos de prova”, que, por uma questão de sigilo, não quis revelar.