No cerne da queixa do arguido estão dois crimes, um de falsificação de documentos e outro de denegação de justiça e prevaricação.

O amante de Rosa Grilo dirigiu uma queixa-crime contra uma procuradora do Ministério Público do Tribunal de Loures e outra contra uma inspectora e o coordenador da investigação criminal da Polícia Judiciária.

No documento a que a TVI teve acesso, António Joaquim levanta sérias questões quanto à contaminação de vestígios, sacos de prova e da fiabilidade dos materiais que foram condicionados pelo laboratório de Polícia Criminal.

O queixoso garante, que a 26 de setembro de 2018, quando a PJ fez buscas em sua casa, não incluiu na equipa elementos do laboratório de Polícia Cientifica.

António Joaquim acrescenta que só no relatório de 30 de outubro, um mês depois das buscas, é que foi feita referência a esses vestígios.

O amante de Rosa Grilo tinha seis meses para apresentar esta queixa e perante a extensa argumentação pede ao Ministério Público que abra um inquérito contra uma procuradora e dois elementos da PJ, que investigaram o caso da morte de Luís Grilo.