Há novas revelações no caso da morte de Luís Grilo e que dão conta que, nos três fins de semana que se seguiram ao desaparecimento do marido, Rosa Grilo foi passear com o amante António Joaquim, sendo que num desses fins de semana terá aproveitado para ir a um festival de verão.

De acordo com as provas recolhidas pela PJ, há pagamentos de hotéis, passagens de Via Verde e localizações de telemóvel do casal junto durante o tempo em que o triatleta esteve desaparecido. Há ainda mensagens de texto trocadas entre os suspeitos que comprovam que continuaram a levar uma vida normal mesmo depois de o corpo de Luís Grilo ter aparecido.

Para além disso, a PJ também encontrou quatro manchas de sangue no quarto de Rosa Grilo.

No entanto, quando interrogada pela juíza no tribunal, a viúva deu uma versão diferente dos factos, dizendo que o marido foi assassinado por angolanos porque estava envolvido num negócio de tráfico de diamantes e que esteve sempre a ser ameaçada pelos três homens.

Os dois suspeitos da morte do triatleta Luís Grilo, a mulher, Rosa Grilo, e um homem, António Joaquim, alegado cúmplice desta, encontram-se em prisão preventiva.

Luís Grilo, de 50 anos, residente na localidade das Cachoeiras, no concelho de Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa, desapareceu em 16 de julho.

O corpo do triatleta foi encontrado com sinais de violência e em adiantado estado de decomposição mais de um mês depois do desaparecimento, no concelho de Avis, distrito de Portalegre, a mais de 130 quilómetros da sua casa.

O cadáver estava perto de Alcôrrego, num caminho de terra batida, junto à Estrada Municipal 1070, por um popular que fazia uma caminhada na zona e que alertou o posto de Avis da GNR para esta ocorrência.

Antes, o telemóvel da vítima tinha sido encontrado nos Casais da Marmeleira, a seis quilómetros de casa, já no concelho de Alenquer.

Segundo a PJ, Luís Grilo foi morto com um tiro na cabeça, acrescentando que a arma de fogo já foi recuperada, bem como outros elementos de prova