A defesa de Rosa Grilo, suspeita do homicídio do marido, Luís Grilo, contratou um consultor forense, que encontrou, esta manhã, na banheira da casa de banho do quarto do casal, um novo projétil - o segundo, sendo que o primeiro foi o que levou à morte do triatleta.

Na sequência desta descoberta foi chamada a GNR à casa que se localiza na localidade de Cachoeiras, Vila Franca de Xira. A GNR tem agora o projétil em sua posse. Tânia Reis, advogada de Rosa Grilo, também esteve presente no local. 

Henrique Machado, editor de justiça da TVI, disse que esta descoberta do segundo projétil "tem toda a relevância porque pode virar todo o julgamento".

Isto é altamente insólito e eu não conheço outro caso igual em Portugal", acrescentou.

A TVI sabe que esta empresa de consultadoria forense contratada pela defesa de Rosa Grilo pertence a João de Sousa, um antigo inspetor da Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal, que estava ligado à secção de  homicídios e que cumpriu cerca de cinco anos de prisão.

Se esta prova tivesse sido plantada, quem o fez, nomeadamente este consultor, incorre naturalmente em procedimento criminal", referiu. 

Caso a prova seja verídica, e se ficar provado que este segundo projétil foi disparado pela arma do crime, isso pode vir a provocar uma reviravolta ao processo.

Tânia Reis, à saída da residência de Rosa Grilo e Luís Grilo, confirmou aos jornalistas que requereu os serviços desta empresa de consultadoria forense e admitu que tem "esperança" que alguma coisa mude, uma vez que isto veio confirmar de que "alguma coisa falhou"

Nas perícias feitas à casa após o crime, a PJ não encontrou nenhum projétil. 

Esta nova descoberta vai ao encontro da tese da defesa de Rosa Grilo de que foram disparados dois tiros por angolanos, num suposto negócio de diamantes.

O Ministério Público alega na acusação que Luís Grilo foi morto com um único projétil no quarto. 

A sentença de Rosa Grilo foi novamente adiada, esta quinta-feira. A defesa da arguida quer ouvir mais duas testemunhas. A audição terá lugar na próxima terça-feira, 18 de fevereiro, dia em que estaria prevista a leitura da sentença.

Rosa Grilo tinha alegado que os factos comunicados correspondiam a uma alteração substancial dos factos, ao contrário do que tinha determinado o tribunal.