O ex-diretor da Polícia Judiciária Militar (PJM) Luís Vieira recorreu da prisão preventiva a que está sujeito no âmbito do caso que investiga os contornos do aparecimento das armas furtadas de Tancos.

Fonte da defesa do ex-diretor da PJM disse à Lusa que o recurso da medida de coação já deu entrada no Tribunal da Relação de Lisboa e que deverá demorar pelo menos mais duas semanas a ser decidido.

Quando se deslocou ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal para ser interrogado pelos procuradores, o coronel Luis Vieira não prestou esclarecimentos, tendo na altura o seu advogado alegado que “o silêncio era a melhor resposta”.

Luís Vieira, o único dos arguidos do caso em prisão preventiva, alegou não quer “perturbar e contribuir para mais intoxicação daquilo que é a informação que tem vindo a denegrir entidades e instituições”, disse o advogado Rui Baleizão a 23 de outubro.

Na Operação Húbris, que investiga o caso da recuperação das armas furtadas em Tancos em 2017, foram detidos outros três responsáveis da PJM, um civil, e três elementos do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Loulé. 

O ex-investigador e porta-voz da PJM major Vasco Brazão está em prisão domiciliária.

Na operação Húbris, o Ministério Público, investiga indícios de associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, favorecimento pessoal praticado por funcionário, abuso de poder, recetação, detenção de arma proibida e tráfico de armas.