O Estado está disposto a pagar 6500 euros a emigrantes, ou luso-descendesntes, que queiram regressar a Portugal para trabalhar. 

Uma medida que faz parte do Programa Regressar, aprovado pelo Governo em março, que conta com o apoio do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e que vai entrar em vigor nos próximos dias. 

De acordo com o jornal Público, em causa estão vários apoios pagos diretamente aos emigrantes ou luso-descentes que comecem a trabalhar em Portugal continental - como a comparticipação das despesas da viagem e do transporte dos seus bens - que pode chegar aos 6534,4 euros por família.

Desconstruindo este número, o IEFP paga ao emigrante, desde logo, um subsídio de 2614,56 euros; Soma-se os custos da viagem do trabalhador e respetiva família, com um limite de 1307 euros. Mais 871,52 euros pelo transporte de bens e ainda uma comparticipação com as despesas com o reconhecimento das qualificações académicas ou profissionais, até ao limite de 435,76 euros.

Só para este ano, o IEFP tem reservados 10 milhões de euros destinados única e exclusivamente a esta medida, que poderá benefeciar 1500 pessoas. 

Podem candidatar-se emigrantes que saíram de Portugal até dezembro de 2015, que viveram fora pelo menos 12 meses e têm de iniciar atividade laboral em Portugal entre 1 de janeiro deste ano e 31 de dezembro de 2020, mediante a celebração de um contrato de trabalho por conta de outrem.

O programa está também aberto a luso-descendentes, mas em ambos os casos têm de ter um contrato de trabalho em território nacional.