O tribunal da Madeira condenou, esta quarta-feira, o pai de Daniel, o menino que esteve desaparecido em 2014, a sete anos e seis meses de prisão por ter abusado de duas menores.

Foi dado como provado que Carlos Abreu Sousa, de 28 anos, teve relações sexuais com uma menor de 17 anos e que mostrou os órgãos genitais uma menina de 11 anos. 

Carlos Abreu Sousa ficou ainda proibido de qualquer atividade pública ou privada com contacto com menores no período de 10 anos, depois de ser cumprida a pena de sete anos e meio de prisão. O suspeito fica ainda registado na base de dados de abusadores sexuais de menores e terá de pagar uma indemnização de 1500 euros à menor de 11 anos.

O advogado de defesa já afirmou que vai recorrer por considerar a pena excessiva a pena.

O caso remonta a 2 de maio e ocorreu junto às piscinas anexas à Escola Básica e Secundária da Calheta onde o arguido, ao abrigo de um programa de trabalho temporário, fazia a limpeza e manutenção da respetiva estrutura balnear e desportiva.

A vítima contou o sucedido ao diretor de turma que terá apresentado queixa à Policia Judiciária, tendo o suspeito sido suspenso do trabalho.

Depois de ter sido interrogado pela PJ, Carlos Abreu Sousa, em declarações a vários órgãos de comunicação social, negou as acusações de violação da jovem de 17 anos.

Carlos Abreu Sousa, 28 anos, é pai de Daniel, um menino que esteve desaparecido durante três dias em janeiro de 2014, na Madeira, quando tinha 17 meses.

A mãe do Daniel, Lídia Freitas, foi acusada pelo Ministério Público, em maio do ano passado, pela prática dos crimes de rapto e tráfico de pessoas.

A criança desapareceu a 19 de janeiro de 2014, de casa de familiares residentes no Estreito da Calheta, no sítio do Lombo dos Reis Acima, e viria a ser encontrada três dias depois numa zona de floresta com sinais de frio.