Hazel Behan morava a 30 minutos do local onde Madeleine McCann desapareceu a 3 de maio de 2007, na Praia da Luz. Ao jornal britânico The Guardian revela como foi violada por um homem de olhos azuis e sobrancelhas loiras que falava inglês com sotaque alemão. 

Em 2004, Hazel estava prestes a fazer 21 anos e conta que o agressor tinha a cara tapada, amarrou-a, chicoteou-a e utilizou uma câmara para filmar tudo o que aconteceu. Contornos semelhantes ao caso de violação de uma idosa de 72 anos por Christian Brueckner,  o novo suspeito do rapto de Maddie McCann.

Foi precisamente 16 anos depois do ataque, quando leu sobre a violação da idosa, que decidiu pedir à Polícia Metropolitana de Londres para atentar sobre o seu caso porque acredita que Brueckner pode ser o agressor.

Para ser honesta, vomitei quando li sobre isto. O ataque à idosa levou-me de volta à minha própria experiência”, conta a irlandesa, agora casada e com dois filhos.

Enchi-me de raiva e decidi que tinha de falar sobre o que se passou comigo", disse

Ao The Guardian, Hazel descreveu que o agressor tinha uma marca na coxa direita que tanto poderia ser uma marca de nascença, uma tatuagem ou um arranhão.

Segundo o jornal The Independent, a irlandesa não expôs o seu caso antes por ter sido aconselhada a ficar calada para não trazer má publicidade para o resort onde trabalhava.

A mulher aponta ainda falhas à investigação policial do seu ataque, dizendo que tem dúvidas de que tenham sido recolhidas quaisquer provas do seu quarto. 

Não estou muito confiante de que tenham examinado o quarto com atenção”, afirmou, sublinhando que quando mais tarde voltou ao local do crime encontrou uma unha sua na cama.

 A Polícia Metropolitana de Londres ainda não prestou comentários sobre o caso de Hazel, mas afirmou que vai entrar em contacto com a polícia portuguesa e pediu a quem tenha informações para as partilhar com as autoridades.

A mulher irlandesa já prestou depoimentos à Polícia Metropolitana de Londres, que a informou que vai entrar em contacto com a polícia portuguesa sobre o seu caso. Não foram feitos comentários, mas as autoridades pediram a quem tenha mais informações para as partilhas com a polícia.