O pai de Valentina já está no estabelecimento prisional anexo à Polícia Judiciária (PJ), onde vai aguardar julgamento. Também a madrasta da menina assassinada em Atouguia da Baleia já deu entrada no estabelecimento prisional de Tires, apurou a TVI.

O pai e a madrasta de Valentina vão aguardar julgamento em prisão preventiva. A medida de coação mais gravosa foi decretada, esta quarta-feira, pelo juiz de instrução Gil Vicente do Tribunal de Leiria.

Sandro Bernando foi indiciado de homicídio qualificado e de violência doméstica, enquanto Márcia Monteiro foi indiciada "de homicídio qualificado por omissão e sob dolo eventual", ou seja, esta previu o resultado final deste crime e não impediu que isso acontecesse. Ambos os arguidos são suspeitos, em coautoria, do crime de profanação de cadáver.

A moldura penal para o crime de homicídio qualificado pode ir até 25 anos de prisão, ou seja, a pena máxima em Portugal. Já a de ocultação de cadáver pode ir até aos cinco anos. 

A autópsia realizada ao corpo da menina confirmou que esta tinha sido alvo de agressões com enorme violência antes de perder a vida

Segundo o resultado preliminar, a menina tinha lesões na cabeça e indícios de asfixia. De acordo com fonte policial, embora haja indícios de asfixia, a criança de nove anos terá sofrido agressões em vários locais, o que lhe causou diversas lesões.

Resultados que confirmam a teoria da PJ de que a Valentina foi morta em casa, num "contexto de violência" e não na sequência de um acidente, relatado pelo pai, durante o dia de quarta-feira, tendo o corpo sido levado para a Serra d'El-Rei durante a noite do mesmo dia.

Henrique Machado / Com Daniela Rodrigues e Cláudia Évora