A magistrada Cândida Almeida, directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal(DCIAP), que está a investigar o «caso Freeport», disse esta sexta-feira não se sentir «desgastada» com o mediatismo e os contornos desta investigação, noticia a Lusa.

«Não me sinto desgastada porque já estou habituada. O primeiro embate mediático foi no processo das FP-25, a partir daí já estou calejada», disse Cândida Almeida aos jornalistas, à margem do I Congresso Nacional sobre Tráfico de Seres Humanos, que terminou esta sexta-feira em Loures.

Sobre a investigação do «caso Freeport», a procuradora-geral adjunta disse que «tudo prossegue normalmente», remetendo todos os esclarecimentos para o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro.

Acerca do facto de um emigrante português em França e de um jornalista se terem constituído assistentes no «caso Freeport», o que lhes permite ser parte no processo, Cândida Almeida explicou que se trata de «um direito muito específico de Portugal e que é mais um dos meios de fiscalização do Ministério Público», entidade que dirige a investigação.

O processo relativo ao espaço comercial Freeport de Alcochete está relacionado com suspeitas de corrupção na alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPET) decidida três dias antes das eleições legislativas de 2002 através de um decreto-lei, quando José Sócrates, actual primeiro-ministro, era ministro do Ambiente.
Redação / HB