O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) considerou, este sábado, que as notícias dos últimos dias envolvendo os magistrados encarregados do processo Freeport permitem o «desenvolvimento de um clima perverso de suspeições institucionais», indica a Lusa.



«Nos últimos dias, provindas de várias origens e reproduzidas em vários órgãos de informação, começaram a circular informações ou insinuações sobre alegadas queixas criminais, possíveis vigilâncias e outro tipo de intromissões mais ou menos oficiosas na vida profissional e até pessoal de magistrados encarregados do chamado processo Freeport», tais intervenções, «reais ou fictícias, desde que noticiadas, permitem objectivamente o desenvolvimento de um clima perverso de suspeições institucionais», refere o SMMP, em comunicado.

O sindicato diz também que ampliam «condições susceptíveis de permitir uma intimidação real de quem tem por função desenvolver, com objectividade e rigor, as investigações, ou ainda e principalmente, de quem com a justiça se dispõe a colaborar».

No comunicado, o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público considerou também que é «necessário» imprimir à investigação do processo Freeport «uma velocidade condicente com a sua relevância pública» e apelou para um esclarecimento público sobre os «timings».

Anteriormente o SMMP tinha referido que não tomaria qualquer posição relativamente ao caso Freeport, mas no comunicado o sindicato justifica que «não é mais possível assistir em silêncio a interferências ilegítimas».