A TVI teve acesso ao acórdão do Supremo Tribunal de Justiça que manteve a expulsão do juiz Rui Rangel da magistratura. O acórdão revela a vida de luxo do juiz, incompatível com o vencimento que auferia.

Exemplo disso são os apartamentos que arrendava em Lisboa por vários milhares por mês e um almoço que custou quase 19 mil euros.

O acórdão sublinha ainda que Rui Rangel utilizava a identidade de cidadãos estrangeiros para escapar a multas por excesso de velocidade.

Ao longo das 348 páginas do acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, os juízes conselheiros descrevem a vida de luxo de Rui Rangel. Para os colegas de profissão, era incompatível com um vencimento que não chegava aos quatro mil euros por mês.

Entre 2012 e 2018, o juiz arrendou três apartamentos em Lisboa. O primeiro custava 2.350 euros por mês e, nesta altura, Rangel tinha um ordenado de cerca de 3.160 euros por mês. O Segundo apartamento, na Lapa, custava mais do que qualquer juiz auferia por mês..

Entre carro e compras de milhares de euros - os juízes salientam o pagamento de almoços e só um custou quase 19 mil euros - os juízes conselheiros acreditam que Rangel manteve uma conduta desonesta enquanto juiz.

Dão como exemplo o uso de identidades de cidadãos de Marrocos e do Equador para escapar a três multas por excesso de velocidade, identificando-os como os condutores do veículo.
 

Andreia Jorge Luís