Um homem foi detido na Maia por violência doméstica, ficando com pulseira eletrónica para evitar aproximação da ex-companheira, que alegadamente agrediu durante 13 anos de relacionamento e que ainda vigiava por vídeo, divulgou hoje a GNR.

Em comunicado, o Comando Territorial do Porto da GNR explicou que, “na sequência de uma investigação pelo crime de violência doméstica”, se apurou que o suspeito, de 35 anos, “teria colocado um sistema de videovigilância no local de trabalho da vítima, para assim a controlar à distância, e que teria adquirido uma arma de fogo”.

De acordo com a GNR, a investigação permitiu ainda concluir “que o agressor, ameaçava, injuriava e exercia violência física contra a vítima, de 36 anos, sua ex-companheira, durante a relação que mantiveram durante 13 anos, chegando a agredi-la” quando estava grávida “dos dois filhos que têm em comum”.

“Perante os factos, foram cumpridos dois mandados de busca, uma domiciliária e uma em veículo, tendo sido apreendida uma arma de fogo e três munições”, descreve aquela força policial.

O Tribunal Judicial de Matosinhos aplicou ao homem “as medidas de coação de proibição de contacto por qualquer meio com a vítima” e afastamento da mesma.

A GNR esclarece que, por determinação do tribunal, o suspeito deve manter pelo menos 500 metros de distância da ex-companheira, “sendo controlado à distância através de pulseira eletrónica”.

O suspeito foi detido através do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas do Porto, na quarta-feira, no concelho da Maia, distrito do Porto.