A CGTP promove sexta-feira, em Lisboa, a primeira manifestação nacional do ano, em defesa de novas politicas económicas e sociais, e conta ter uma participação que supere as grandes manifestações dos últimos anos, refere a Lusa.

«Vamos ter uma das maiores manifestações dos últimos anos, de acordo com os dados que vamos tendo, que reflectem a mobilização demonstrada por trabalhadores de todo o país», disse Arménio Carlos, da comissão executiva da Intersindical.

Arménio Carlos não quis avançar com previsões concretas mas admitiu que a central sindical espera que o número de participantes ultrapasse os 100 mil.

«Não temos dúvidas de que vai ser uma das maiores acções de luta de sempre, com a deslocação a Lisboa de trabalhadores de Norte a Sul do país, do sector privado e público», afirmou.

As estruturas sindicais da CGTP já fretaram centenas de autocarros para as deslocações a Lisboa e estão a ter dificuldades em encontrar autocarros disponíveis para o transporte de trabalhadores, assegurou.

De acordo com o sindicalista, tem sido demonstrada grande mobilização para participar na iniciativa, nos inúmeros plenários que têm sido feitos, porque os trabalhadores querem protestar contra as políticas seguidas pelo Governo e contra a forma como estão a decorrer as negociações na contratação colectiva ou porque são vítimas de salários em atraso ou de despedimentos.

A manifestação nacional tem como lema «Mudar de Rumo, mais emprego, salários, direitos» e tem como objectivo defender melhores condições de vida e de trabalho para os portugueses.

«As políticas seguidas nos últimos anos não deram resposta aos problemas estruturais do país e ainda contribuiram para o seu agravamento», disse Arménio Carlos, lembrando o aumento da pobreza e das desigualdades e a quebra do poder de compra.

«Por isso é necessário que o Governo opte por políticas económicas e sociais que assegurem investimento no sector produtivo e no sector público, emprego para todos e crescimento dos salários e das pensões», defendeu o sindicalista.

O dirigente da CGTP defendeu ainda a necessidade de ser garantido subsídio a todos os desempregados e de serem «abandonados os conteúdos gravosos do Código do Trabalho e da legislação laboral da função pública».

No ano passado a CGTP promoveu duas manifestações nacionais, uma em Junho e outra em Outubro, e acções de activistas sindicais (também a nível nacional) em Julho, Setembro, Outubro e Novembro.