Centenas de pessoas, segundo a PSP, manifestaram-se, neste sábado, nas ruas de Lisboa contra as medidas impostas pela pandemia, a maioria sem máscara e sem cumprir o distanciamento físico

De acordo com a polícia, terão sido entre 500 e 700 pessoas, no entanto a organização falou em mais de 3.000 manifestantes.

A concentração começou às 15:30 no alto do Parque Eduardo VII, em Lisboa, com mensagens e músicas críticas às restrições.

A marcha, feita sob a palavra de ordem “Ditadura não, Liberdade sim”, na qual poucas ou nenhumas são as pessoas que utilizam máscaras e que respeitam o distanciamento físico, terminou no Terreiro do Paço, com a intervenção de sete oradores.

A iniciativa, idêntica à realizada em 20 de março passado, é promovida pela World Wide Demonstration - Rally For Freedom, e conta com a participação das organizações não-governamentais Somos Humanidade, Defender Portugal e Habeas Corpus.

A representante em Portugal deste movimento afirmou, em entrevista à Lusa, que  covid-19 “é uma mentira” e duvidou da morte de pessoas com este diagnóstico.

Não somos negacionistas. Recuso-me a usar máscara, nunca deixei de abraçar os meus netos (cinco), os meus filhos (cinco), os meus amigos, nem a si, se quiser. E você não vai ficar contaminado, nem eu. Neste momento, não há nenhum SARS-CoV-2, é mentira. Assim como é mentira que a gripe, as pneumonias e a tuberculose tenham desaparecido”, afirmou Vicky Ketion.

Na sua intervenção do final da marcha, a representante do World Wide Demonstration - Rally For Freedom pediu "provas".

Atenção, andam a mentir-vos. Estes senhores doutores todos da televisão que provem cientificamente que uma pessoa tenha morrido de covid-19, mostrem os resultados da autópsia, mostrem cientificamente uma prova. Até hoje, ninguém apresentou nada. São só relatórios de números debitados por quem? Por dementes”, defendeu.

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