Mais de 300 mil pessoas de todo o país juntaram-se no Terreiro do Paço, em Lisboa, contra as desigualdades e o empobrecimento, disse Arménio Carlos.

Os números foram avançados pelo secretário-geral da Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses (CGTP,) na abertura do discurso que marcou o fecho da manifestação, que com 300 mil trabalhadores foi «a maior manifestação jamais vista em Lisboa nos últimos 30 anos», de acordo com o sindicalista.

Pouco antes da intervenção, Arménio Carlos aproveitava o espaço debaixo do camião que servia de palco (e que no momento era ocupado por músicos que animavam os manifestantes) para, acocorado, rever o discurso.

A Intersindical marcou esta manifestação no início do ano com o lema «Vamos fazer do Terreiro do Paço o Terreiro do Povo».

A CGTP exigiu a actualização do salário mínimo de 485 euros, com o líder da central sindical, Arménio Carlos, a afirmar que sem esse aumento 400 mil trabalhadores continuarão a viver abaixo do limiar da pobreza.

«Os salários têm de ser aumentados urgentemente e o salário mínimo nacional tem de ser actualizado urgentemente», disse hoje o secretário-geral da CGTP no discurso que fechou a manifestação nacional que juntou milhares de pessoas de todo o país em Lisboa.

Segundo Arménio Carlos, juntaram-se em Lisboa «300 mil pessoas» contra as desigualdades e empobrecimento. «Esta foi a maior manifestação jamais realizada em Lisboa em 30 anos», afirmou o dirigente sindical. As autoridades não avançaram nenhum número de manifestantes.

Quanto ao salário mínimo, Arménio Carlos disse que sem esse aumento muitos trabalhadores continuarão a viver na pobreza.

«Se não actualizarmos os 485 euros, se introduzirmos os 11 por cento que cada trabalhador desconta para Segurança Social, os trabalhadores levam para casa um salario líquido de 432 euros e o valor para o limiar da pobreza são 434 euros», disse o sindicalista.

«Hoje Portugal tem 400 mil trabalhadores que trabalham e estão abaixo do limiar da pobreza», acrescentou.