Cerca de 300 taxistas cumprem esta segunda-feira no Porto o sexto dia de protesto contra a lei das plataformas de transporte, aguardando “com expectativa” pela vigília à porta da residência do primeiro-ministro, disseram à Lusa os representantes do setor.

José Monteiro, vice-presidente da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros de Passageiros (ANTRAL), explicou que os profissionais que se encontram esta manhã na avenida dos Aliados – “mais de 300” – estão “na expectativa” de obter resposta ao protesto iniciado na quarta-feira na sequência da vigília prevista para as 15:00 junto à residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa.

O responsável da ANTRAL adiantou que “começa a desenhar-se a ideia de os taxistas do Porto se juntarem, futuramente, aos colegas de Lisboa”, mas Carlos Lima, da Federação de Táxis do Porto, vincou que “os carros fazem falta no Porto, pelo menos para já”.

José Monteiro, da ANTRAL, esclareceu que “a ideia” de deslocar taxistas do Porto para o protesto na capital está “só a amadurecer” e coloca-se “se as coisas começarem a falhar”.

Já são seis dias de luta e há custos em tudo isto. Apenas o Presidente da República teve a amabilidade e sensatez de tentar desbloquear o problema”, notou.

Segundo Carlos Lima, da Federação de Táxis, pelas 10:00 estavam na avenida dos Aliados “cerca de 250 carros”, havendo “vários a chegar”, pelo que a perspetiva do vice-presidente da Federação de Táxis do Porto apontava para o dia de hoje como “o de maior adesão”.

Estamos pendentes de notícias de Lisboa, devido à vigília, pelo que é esperado um grande movimento”, observou.

O responsável acrescentou que vários taxistas pernoitaram na avenida dos Aliados, no centro do Porto, e que alguns se deslocaram entretanto a casa para “se refrescarem” ou “descansar” um pouco.

As associações de taxistas foram recebidas no sábado pelo chefe da Casa Civil da Presidência da República e decidiram manter o protesto, até serem recebidos pelo primeiro-ministro.

Depois do encontro, a delegação de representantes dos taxistas, encabeçada pelos presidentes da ANTRAL, Florêncio de Almeida, e da Federação Nacional do Táxi, Carlos Ramos, entregou uma carta no gabinete do primeiro-ministro no Terreiro do Paço, em Lisboa, a pedir uma intervenção com urgência para resolver as suas reivindicações.

Os taxistas continuam hoje com concentrações em Lisboa, Porto e Faro contra a entrada em vigor, em 1 de novembro, da lei que regula as quatro plataformas eletrónicas de transporte em veículos descaracterizados que operam em Portugal – Uber, Taxify, Cabify e Chauffeur Privé.