(ACTUALIZADA ÀS 11:40)

O Juízo de Instrução Criminal da Comarca do Baixo Vouga, em Aveiro, vai ouvir esta sexta-feira «mais do que um arguido» do caso Face Oculta, revelou o presidente da comarca, desembargador Paulo Brandão, citado pela Lusa.

No final das inquirições, e se houver acordo entre o Ministério Público e os arguidos, será lido um comunicado aos jornalistas, esclareceu ainda Paulo Brandão, que não revelou pormenores sobre a identidade das pessoas que serão ouvidas.

Anteriormente, um funcionário daquele juízo, onde já foram ouvidos dois dos 15 arguidos do caso Face Oculta, anunciara que estavam a ser levadas a cabo novas «diligências» relacionadas com aquele processo.

A Polícia Judiciária (PJ) desencadeou no dia 28 de Outubro a operação «Face Oculta» em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado o empresário Manuel José Godinho, que está em prisão preventiva, no quadro deste processo.

No decurso da operação foram efectuadas cerca de 30 buscas, domiciliárias e a postos de trabalho, e 15 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara, vice-presidente do Millennium BCP, José Penedos, presidente da Rede Eléctrica Nacional (REN), e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, de Manuel José Godinho.

Um administrador da Indústria de Desmilitarização da Defesa (IDD) também foi constituído arguido no processo «Face Oculta», segundo o presidente da EMPORDEF, a holding das indústrias de defesa portuguesas.

O empresário Manuel Godinho foi ouvido no Juízo de Instrução Criminal da Comarca de Baixo Vouga na semana passada e está em prisão preventiva.

Na quinta-feira foi ouvido o arguido Manuel Guiomar, tendo o juiz de instrução António Costa Gomes determinado a suspensão de funções na Refer do arguido.
Redação / CR