Portugal vai continuar a apoiar as regiões de Moçambique afetadas pelos ciclones em 2019, disse esta quinta-feira o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa à chegada à cidade da Beira, salientando que, além dos apoios financeiros, são precisos voluntários.

"É evidente, são precisos voluntários. Estivemos com organizações não-governamentais (ONG) em áreas diferentes áreas de intervenção" e essa foi uma constatação, referiu, 10 meses depois do ciclone.

Marcelo Rebelo de Sousa conversou com dirigentes das instituições no Consulado Geral de Portugal na Beira, pouco depois da aterragem, num voo em que viu as dificuldades que a região ainda enfrenta a partir da cabine de pilotagem.

O tempo é de reconstrução e as ONG portuguesas atuam "sobretudo nas áreas da ação social, saúde e educação", salientou Marcelo, que vai ainda visitar as obras de reconstrução do Hospital Central da Beira.

Os trabalhos fazem parte de uma das cinco candidaturas de organizações não-governamentais (ONG) que na última semana foram escolhidas para receber 1,9 milhões de euros do Fundo de Apoio à Reconstrução e Desenvolvimento de Moçambique, criado pelo Governo português e que junta contribuições de diferentes origens: públicas, de câmaras municipais, associações, fundações e empresas.

Marcelo vai ainda reunir-se com a comunidade portuguesa residente na região, que se estima chegue a 2.500 pessoas, e a cargo da qual estão vários negócios que sofreram diversos prejuízos.

Na altura do Idai, pediram apoios financeiros e alguns foram anunciados.

O chefe de Estado participou na quarta-feira, em Maputo, numa apresentação de duas linhas de financiamento destinadas a apoiar estes empresários, uma no valor de 12 milhões de euros com juros bonificados, através do Fundo Empresarial da Cooperação Portuguesa (Fecop), e outra operacionalizada por bancos moçambicanos com 15 milhões de euros disponibilizados pela Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento (Sofid) - instituição financeira de desenvolvimento portuguesa detida maioritariamente pelo Estado.

Os ciclones Idai e Kenneth atingiram Moçambique em março e abril de 2019, respetivamente, e mataram quase 700 pessoas.

Foi a primeira vez que Moçambique foi atingido por dois ciclones de categoria extrema na mesma época das chuvas.

A construção da Beira tem sido uma aventura ao longo dos tempos e agora essa aventura está a ser vivida outra vez", referiu.

Marcelo falava a propósito de a cidade com cerca de meio milhão de habitantes, a maioria a viver em bairros precários, estar assente em zonas abaixo do nível do mar e ter oceano Índico mesmo à porta.

Visto do ar, eu vim no ‘cockpit', com os pilotos, tem se uma visão ampla da situação", disse.

O chefe de Estado viu como "decorrido tanto tempo ainda há casas isoladas, ainda há zonas de acesso impossível, infraestruturas demolidas e de reconstrução difícil".

Mas "os beirenses são resistentes. Mais do que resistência, é teimosia face a situações adversas", destacou.

Marcelo Rebelo de Sousa termina no sábado uma visita a Moçambique, durante a qual assistiu à tomada de posse do seu homólogo moçambicano, Filipe Nyusi, para um segundo mandato.

"É evidente, são precisos voluntários. Estivemos com organizações não-governamentais (ONG) em áreas diferentes áreas de intervenção" e essa foi uma constatação, referiu, 10 meses depois do ciclone.

Marcelo Rebelo de Sousa conversou com dirigentes das instituições no Consulado Geral de Portugal na Beira, pouco depois da aterragem, num voo em que viu as dificuldades que a região ainda enfrenta a partir da cabine de pilotagem.

O tempo é de reconstrução e as ONG portuguesas atuam "sobretudo nas áreas da ação social, saúde e educação", salientou Marcelo, que vai ainda visitar as obras de reconstrução do Hospital Central da Beira.

Os trabalhos fazem parte de uma das cinco candidaturas de organizações não-governamentais (ONG) que na última semana foram escolhidas para receber 1,9 milhões de euros do Fundo de Apoio à Reconstrução e Desenvolvimento de Moçambique, criado pelo Governo português e que junta contribuições de diferentes origens: públicas, de câmaras municipais, associações, fundações e empresas.

Marcelo vai ainda reunir-se com a comunidade portuguesa residente na região, que se estima chegue a 2.500 pessoas, e a cargo da qual estão vários negócios que sofreram diversos prejuízos.

Na altura do Idai, pediram apoios financeiros e alguns foram anunciados.

O chefe de Estado participou na quarta-feira, em Maputo, numa apresentação de duas linhas de financiamento destinadas a apoiar estes empresários, uma no valor de 12 milhões de euros com juros bonificados, através do Fundo Empresarial da Cooperação Portuguesa (Fecop), e outra operacionalizada por bancos moçambicanos com 15 milhões de euros disponibilizados pela Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento (Sofid) - instituição financeira de desenvolvimento portuguesa detida maioritariamente pelo Estado.

Os ciclones Idai e Kenneth atingiram Moçambique em março e abril de 2019, respetivamente, e mataram quase 700 pessoas.

Foi a primeira vez que Moçambique foi atingido por dois ciclones de categoria extrema na mesma época das chuvas.

A construção da Beira tem sido uma aventura ao longo dos tempos e agora essa aventura está a ser vivida outra vez", referiu.

Marcelo falava a propósito de a cidade com cerca de meio milhão de habitantes, a maioria a viver em bairros precários, estar assente em zonas abaixo do nível do mar e ter oceano Índico mesmo à porta.

Visto do ar, eu vim no ‘cockpit', com os pilotos, tem se uma visão ampla da situação", disse.

O chefe de Estado viu como "decorrido tanto tempo ainda há casas isoladas, ainda há zonas de acesso impossível, infraestruturas demolidas e de reconstrução difícil".

Mas "os beirenses são resistentes. Mais do que resistência, é teimosia face a situações adversas", destacou.

Marcelo Rebelo de Sousa termina no sábado uma visita a Moçambique, durante a qual assistiu à tomada de posse do seu homólogo moçambicano, Filipe Nyusi, para um segundo mandato.