Maria de Jesus Rendeiro vai ficar em prisão domiciliária com pulseira eletrónica. As medidas de coação foram conhecidas há instantes. Até a aplicação da pulseira eletrónica, fica em prisão domiciliária com vigilância policial.

Para além de estar acusada pelos crimes de falsificação, descaminho e branqueamento de capitais, mulher de João Rendeiro fica agora também indiciada por desobediência.

A juíza considerou que se verificam os perigos de fuga; perigo de perturbação do inquérito, nomeadamente para a aquisição, conservação e veracidade da prova; e ainda o perigo de continuação da atividade criminosa.

Maria de Jesus Rendeiro fica ainda proibida de contactar com Florêncio de Almeida e com o filho do mesmo.

A arguida optou por falar em tribunal. O interrogatório, conduzido por uma juíza de tribunal instrução criminal de Lisboa, terminou por volta das 19:40. As medidas de coação foram conhecidas após a pausa para o jantar e de pausas de dez minutos, requeridas pelo Ministério Público e pela defesa da mulher de Rendeiro.

Maria de Jesus Rendeiro foi detida no âmbito da operação D’Arte Asas dirigida pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal e executada pela Polícia Judiciária.

A mulher de João Rendeiro era fiel depositária dos quadros arrestados ao ex-banqueiro, considerando o tribunal que esta sabia das falsificações e do desvio das obras.

O antigo presidente do Banco Privado Português (BPP) João Rendeiro, condenado no final de setembro a três anos e seis meses de prisão efetiva num processo por burla qualificada, está em parte incerta após ter fugido à justiça.

O colapso do BPP, banco vocacionado para a gestão de fortunas, aconteceu em 2010, já depois do caso BPN e antecedendo outros escândalos na banca portuguesa.

O BPP originou vários processos judiciais, envolvendo burla qualificada, falsificação de documentos e falsidade informática, bem como processos relacionados com multas aplicadas pelas autoridades de supervisão bancária.

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