A mulher de João Rendeiro disse à Polícia Judiciária que o marido estará na África do Sul. No entanto, sabe a TVI que a investigação desvaloriza essa informação, que será falsa ou estará desatualizada.

O antigo presidente do Banco Privado Português pode ter por lá passado inicialmente, mas está agora longe de África e da Europa, quando mudou de paradeiro há algumas semanas, para um fuso horário totalmente diferente, conforme noticiou a TVI em tempo oportuno.

Maria de Jesus Rendeiro deu esta informação à polícia durante o interrogatório que decorreu nas instalações da polícia, já depois da mulher do ex-banqueiro ter sido detida pela Polícia Judiciária.

Depois de ter passado uma noite nas instalações prisionais, o juiz decretou a medida de coação de prisão domiciliária com pulseira eletrónica para Maria de Jesus Rendeiro.

De resto, e numa publicação através de um blog, João Rendeiro confirmou que não tinha intenções de regressar ao país.

No decurso dos processos em que fui acusado efetuei várias deslocações ao estrangeiro, tendo comunicado sempre o facto aos processos respetivos. De todas as vezes regressei a Portugal. Desta feita não tenciono regressar. É uma opção difícil, tomada após profunda reflexão", lê-se na publicação no blogue "Alma Crítica"

João Rendeiro, que em 28 de setembro foi condenado a três anos e seis meses de prisão efetiva num processo por burla qualificada, está em parte incerta, fugido à justiça.

O colapso do BPP, banco vocacionado para a gestão de fortunas, aconteceu em 2010, já depois do caso BPN e antecedendo outros escândalos na banca portuguesa.

O BPP originou vários processos judiciais, envolvendo burla qualificada, falsificação de documentos e falsidade informática, bem como um outro processo relacionado com multas aplicadas pelas autoridades de supervisão bancária.

Henrique Machado