Um contingente português de 146 militares, na sua maioria fuzileiros, mas também mergulhadores-sapadores, vai participar pela terceira vez numa missão NATO na Lituânia, entre junho e agosto, disse esta terça-feira fonte da Marinha.

Após presenças naquele país báltico em 2018 e 2019, os “Fuzos” regressam no quadro das “medidas de tranquilização” da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), destinadas a marcar presença nas fronteiras orientais do continente europeu, para reconhecimento do terreno e também forma de dissuasão face a eventuais ameaças, designadamente por parte da potência Rússia.

O Corpo de Fuzileiros e os elementos do destacamento de mergulhadores-sapadores nº1 vão ter à sua disposição oito viaturas blindadas “HMMWV” (Veículo Automóvel Multifunção de Alta Mobilidade), cedidas pelo Exército, e estão a fazer o derradeiro treino de aprontamento entre terça e sexta-feira nas praias e cordões dunares de Troia e Pinheiro da Cruz.

Os exercícios concentram-se nas “técnicas, táticas e procedimentos no âmbito das operações anfíbias, bem como a condução de uma ação ofensiva, com enfoque no tiro de combate e combate a curtas distâncias”, segundo comunicado da Marinha.

Também na Lituânia e ainda durante este ano, a Força Aérea tem previsto repetir o emprego de quatro aviões de caça F-16 e um total de 85 militares, igualmente por três meses, no âmbito da missão NATO de "policiamento aéreo reforçado" dos céus da Aliança Atlântica na Europa.

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