A Fenprof defende o encerramento das escolas enquanto durar o confinamento geral, ao contrário do que decidiu o Governo na semana passada e manteve ontem.

Face à "gravíssima situação epidemiológica", à "opinião consensual dos especialistas" e "à inépcia do Governo" em dar as condições indispensáveis ao ensino presencial em segurança, Mário Nogueira defendeu, esta terça-feira, em conferência de imprensa:

"Enquanto durar o confinamento geral, as escolas não podem continuar a ser exceção e deverão encerrar, contribuindo, dessa forma, para travar e inverter o rumo da pandemia. Os números da pandemia em Portugal, tanto de infeções, como de óbitos, assim o justificam.

A Fenprof continua convicta que "nada substitui o ensino presencial", mas, dado que o Governo não garantiu as condições para este, defende agora o encerramento das escolas. 

Essas condições seriam a realização periódica de testes, os testes sempre que há situações de infeção, a inclusão dos professores nos grupos prioritários de vacinação e o reforço das medidas de segurança sanitária nas escolas.

“A única referência do primeiro-ministro, ontem, às escolas teve a ver com o reforço do policiamento no exterior”.

A Fenprof, lembrou Mário Nogueira, contou 1077 escolas com casos de covid-19 no primeiro período e sabe que, na segunda semana de janeiro, os casos começaram "a disparar". A este propósito, referiu que o Ministério tem 10 dias, a partir de hoje, para disponibilizar os números oficiais dos casos nas escolas, por imposição de um tribunal.

Mário Nogueira sublinhou que há "inúmeras turmas em trabalho remoto" com "milhares de alunos em casa", em isolamento profilático: "Falar em universalização do ensino presencial é uma ficção nesta altura."

Catarina Pereira