Os 37 migrantes resgatados a sul do Algarve vão ser entrevistados pelo SEF durante o dia desta sexta-feira.

A TVI24 sabe que estes migrantes continuam no cais comercial, onde passaram a noite em tendas climatizadas. Pelo menos quatro dos migrantes serão menores. 

Os cidadãos já tomaram o pequeno almoço e vão ser entrevistados por inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) ao longo do dia, para perceber quais as intenções dos cidadãos: se regressar a Marrocos, se permanecer em Portugal e pedir asilo.

É ainda necessário apurar a identificação dos migrantes, uma vez que alguns deles fazem-se acompanhar da sua identificação, mas nem todos. Também será preciso apurar se algum deles tem um processo de afastamento coercivo do país. Isto é, se é reincidente, já foi detido cá e expulso. 

Esta é uma situação que está a merecer um olhar diferente por parte das autoridades uma vez que se trata de um caso de busca e salvamento em águas internacionais e não de entrada irregular em território nacional.
 
De lembrar que, entre 2019 e 2020, entraram 97 migrantes em território português. Desses, 67 pediram asilo, sendo recusado a 56.

SEF entrevista para avaliar situação

O SEF está a entrevistar os 37 migrantes oriundos do Norte de África resgatados pela Marinha para apurar a identidade e avaliar o enquadramento da situação. Em comunicado enviado já durante a parte da tarde, o SEF referiu que os 37 cidadãos apresentaram resultados negativos nos testes de diagnóstico realizados à covid-19.

Segundo aquele organismo, a primeira prioridade à chegada ao Algarve foi fornecer alimentação e prestar os cuidados de saúde essenciais, tendo três deles sido assistidos no serviço de urgência do Hospital de Portimão.

“Após garantidos estes primeiros cuidados e já durante a tarde e a noite de quinta-feira, o SEF desenvolveu os primeiros procedimentos necessários, nomeadamente, realização de primeira entrevista e recolha de dados biométricos, a fim de apurar as suas identidades, bem como avaliar o enquadramento da situação”, precisa aquele serviço de segurança.

Marisa Rodrigues / Lusa