A ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou que a utilização de testes rápidos "ainda não está recomendada para o diagnóstico de infeção por SARS-CoV-2 " e alertou que estes testes "têm uma baixa sensibilidade em doentes assintomáticos ou com uma carga viral baixa".

Estes testes não eliminam a hipótese da ocorrência de resultados que sejam falsos negativos. (...) São testes que podem ter baixa sensibilidade em doentes assintomáticos ou com uma carga viral baixa", sublinhou Marta Temido.

Em conferência de imprensa, a governante lembrou que um painel de peritos está a trabalhar desde o início da semana e que até ao final da semana haverá uma "definição das circunstâncias em que estes testes podem ser utilizados". 

"Temos um painel de peritos a trabalhar desde o início desta semana e até ao final desta semana teremos uma definição das circunstâncias em que estes testes podem ser utilizados", vincou.

Marta Temido frisou que o que está em causa é o "contexto da sua utilização", acrescentando que "a maioria dos países europeus ainda não os utiliza para testes de diagnóstico".

A estratégia de testagem para o novo coronavírus passa por garantir “resultados rápidos e segurança e por isso é importante estratificar os vários testes laboratoriais de acordo com a sua finalidade”.

O nosso plano da saúde para Outono/Inverno 2020/2021 já prevê a inclusão de dois tipos de teste: testes rápidos em menos de 60 minutos e testes com resultados disponíveis em 24 horas”, afirmou.

Portugal contabiliza esta quarta-feira mais três mortos relacionados com a covid-19 e 802 novos casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia Portugal já registou 1.928 mortes e 70.465 casos de infeção.

A DGS indica que as três mortes foram registadas na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde também se verifica o maior número de infeções e o maior aumento diário.

O número de internamentos continuou a subir nas últimas 24 horas, registando-se mais 25, num total de 571 doentes internados com covid-19.

Segundo a DGS, os internamentos nas unidades de cuidados intensivos também aumentaram, sendo agora 77, mais sete do que na terça-feira.

Sofia Santana