A ministra da Saúde Marta Temido garante que o Governo está disposto a ouvir as reivindicações dos diversos sindicatos do setor.

Questionada sobre a abertura do executivo a ouvir as exigências, Marta Temido referiu que "há reuniões marcadas com várias estruturas sindicais", mas deixa um alerta: "a preocupação de equilíbrio do Ministério da Saúde mantém-se".

A ministra reforçou o interesse em proporcionar "melhores condições aos profissionais", mas que a "sustentabilidade do SNS também é preocupação".

O reforço de 700 milhões de euros dá prioridade à saúde, mas é conseguido através de menor capacidade de investimento noutras áreas", sublinhou a ministra.

Quanto à queixa do Sindicato Independente dos Médicos, que apontou falta de disponibilidade da ministra aos vários pedidos de audiência, Marta Temido garante que "não é assim".

Basta a ver a delegação de competências. O secretário de Estado Adjunto e da Saúde (António Sales) representa o Ministério para efeitos de reuniões", assegurou a ministra.

Sobre o Orçamento do Estado de 2022, a governante atestou que este não é o momento para "atirar a toalha ao chão", quer para os serviços de saúde, quer "para quem quer fazer progredir o país ou para a sociedade em geral".

A ministra foi também questionada se estaria pronta para fazer a primeira campanha eleitoral como militante do PS.

Estou sobretudo preparada para continuar a trabalhar como ministra da Saúde", respondeu.

Eficácia e segurança das vacinas "permanece idêntica"

Marta Temido garantiu, também, que não é esperado um aumento de reações alérgicas à vacina da covid-19 e que a eficácia e segurança das mesmas "permanece idêntica", mesmo em caso de administração simultânea com a vacina da gripe sazonal.

De qualquer forma, qualquer vacina pode causar alguma reação e as pessoas devem estar atentas e contactar [os serviços de saúde] se isso acontecer", afirmou a ministra.

A ministra acrescentou ainda que as pessoas “continuarão a ser convocadas pelos mecanismos habituais” e que estão a ser feitos ajustamentos “para que as situações que têm dado azo a dúvidas em quem recebe os SMS sejam clarificadas”.

Pedro Falardo