Quase um em cada dez alertas divulgados em 2020 relativos a produtos perigosos estiveram relacionados com a covid-19, a maior parte dos quais máscaras que não ofereciam a proteção devida, divulgou esta terça-feira a Comissão Europeia.

Segundo uma nota de imprensa, a ação de vigilância centrou-se nos produtos relacionados com a covid-19 que se tornaram essenciais para todos os consumidores, pelo que em 2020 9% dos alertas foi relativo à doença: Houve 161 alertas sobre máscaras, três alertas sobre macacões específicos, 13 alertas sobre desinfetantes manuais e 18 alertas sobre lâmpadas ultravioletas que supostamente funcionariam como esterilizadores.

Em 2020, as autoridades dos 31 países participantes na rede ‘Safety Gate’ (os Estados-Membros da UE e a Noruega, a Islândia, o Listenstaine e o Reino Unido) trocaram um total de 2.253 alertas sobre medidas tomadas contra produtos perigosos através do sistema.

7Em reação, houve 5.377 ações de acompanhamento, o que representa um aumento de mais de 20% em relação ao número das ações de acompanhamento em 2019 (4.477).

Em Portugal, foram lançados 40 alertas (70% sobre veículos motorizados, 15% sobre brinquedos e 10% relativos a cosméticos) e houve 225 ações de seguimento.

O sistema de alerta rápido para produtos de consumo perigosos ‘Safety Gate’ ajuda a retirar do mercado produtos não alimentares.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.531.448 mortos no mundo, resultantes de mais de 114 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.351 pessoas dos 804.956 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

/ JGR