O programa Segunda Vaga desta quinta-feira convidou a bióloga Mariana Sottomayor e o médico pneumologista António Morais a analisar e esclarecer algumas dúvidas sobre a utilização da máscara, um meio de prevenção da covid-19 usado pela generalidade da população.

Mariana Sottomayor, bióloga e professora na Faculdade Ciências Universidade do Porto, afirma que as máscaras não são a cura para todos os males, nem uma barreira 100% eficaz contra a transmissão do novo coronavírus. No entanto, a especialista considera que “é a melhor ferramenta para minimizar o contágio e manter algum tipo de normalidade”.

Também António Morais, presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, determina que a “máscara para a maior parte das pessoas é uma das medidas principais para contribuir para a prevenção da transmissão na comunidade”

Temos de tomar atitudes que diminuem a probabilidade da transmissão. O vírus entra no nosso organismo através da inalação. Tudo aquilo que dificulta a inalação, dificulta a entrada do vírus”, explica António Morais.

Mariana Sottomayor alertou também para o risco que existe nos momentos em que não usamos máscara, como os almoços entre os colegas de trabalho que criam “um círculo de propagação totalmente aberto”

O vírus não faz férias durante os almoços. Quando falamos, a emissão das partículas suspensas no ar é muito maior, porque sopramos o ar”, explica Sottomayor, sublinhando que nestas ocasiões os aerossóis ficam a pairar no ar durante muito tempo. 

Para a professora, não faz diferença usar máscara todos os dias se existir um descuido nos almoços com um número de pessoas que é significativo.

A solução, nos restaurantes e cantinas, passa por uma boa ventilação e por restrições ao limite de clientes. No entanto, e talvez mais importante, Mariana Sottomayor afirma que devemos de estar seguros que os nossos companheiros de almoços estão efetivamente seguros contra o vírus.