Um duplo homicídio, da ex-sogra e da própria filha de dois anos e meio. Em menos de 24 horas, um homem terá cometido estes dois crimes. Pôs-se em fuga logo na segunda-feira. Foi encontrado morto a cerca de 200 quilómetros de distância.

O que se sabe sobre esta história trágica:

  • Homem de 36 anos terá esfaqueado até à morte a ex-sogra, na segunda-feira, em Cruz de Pau, concelho do Seixal  
  • Deveria ter entregado a filha, de dois anos e meio, à avó, mas fugiu com ela de carro
  • O pai ligou para o INEM, esta terça-feira, a dar conta que a filha tinha morrido
  • O veículo foi depois localizado, num descampado junto a uma escola secundária e a uma estação de comboios, em Corroios, no mesmo concelho
  • A menina foi encontrada morta dentro desse carro comercial, que pertencia ao pai, sem sinais de violência
  • O corpo da criança, Lara, de dois anos e meio, já foi levado para o Instituto de Medicina Legal para ser autopsiado
  • O suspeito foi encontrado morto a cerca de 200 quilómetros do local onde terá deixado o carro e a filha morta: terá cometido suicídio numa estrada perto de uma casa de família, em Castanheira de Pêra, localidade de onde era natural e os pais também
  • O suspeito deixou uma carta no pára-brisas do carro
  • A ex-mulher perdeu, em 24 horas, a mãe e a própria filha de dois anos  
  • O caso está entregue à Polícia Judiciária de Setúbal

O que falta saber:

  • Como é que a menina terá sido morta. Será preciso esperar pela autópsia
  • Como é que o suspeito, pai da criança, chegou a Castanheira de Pêra, se deixou o carro no local: se teve ajuda de alguém, se apanhou um taxi, um comboio (havia uma linha férrea perto) ou outro transporte público
  • Ainda não se sabe o conteúdo da carta que deixou no pára-brisas do carro onde foi encontrada a filha
  • Se terá feito mais alguma vítima pelo caminho, até onde cometeu suicídio
  • A TVI sabe que PSP, bem como todos os outros órgãos de polícia criminal, foram a todas as casas do suspeito, concluindo esta que fica em Castanheira de Pêra, de forma a que pudesse ser capturado em qualquer uma delas e, provavelmente, terão sido montadas operações de vigilância, pelo que importa perceber como é que o indivíduo não foi localizado antes de alegadamente pôr termo à própria vida