A secção de combate aos crimes sexuais da Polícia Judiciária de Lisboa tem esta segunda-feira em marcha uma megaoperação de buscas em casas e na empresa Rainbow Portugal, de Matthias Schmelz, sabe a TVI, para recolha de provas contra o milionário alemão sob investigação por ter organizado, durante largos meses, orgias com menores de 14, 15, 16 e 17 anos, a um ritmo quase diário. A TVI sabe também que a PJ visa encontrar e apreender agendas do empresário e ficheiros eletrónicos - que possam conter, por exemplo, registos em vídeo de práticas sexuais com crianças. 

O caso foi revelado pela TVI há precisamente um mês, inclusive com testemunhos de mães de menores, estudantes na escola secundária de Telheiras, em Lisboa, que há cerca de um ano estiveram na origem da denúncia do caso à PJ.

Depois do aliciamento feito em ambiente escolar por uma das raparigas, aliada de Schmelz, o recrutamento passava também pela  aplicação Whatsapp, para telemóveis, e pela rede social Instagram, conforme a TVI também já revelou. O milionário alemão chegava a recorrer ao esquema a um ritmo diário, pagando 500 euros por sessão de sexo a cada uma de duas raparigas que, de cada vez, recebia em casa, no Estoril, ou em hotéis de Lisboa. Os carros de alta cilindrada do alemão eram vistos com frequência à porta dos estabelecimentos de ensino. 

Matthias Schmelz, que estará fora do país, é suspeito de crimes como recurso à prostituição de menores - punível até aos três anos de prisão. Isto porque o abuso sexual de crianças, com elevada moldura penal, só se aplica a vítimas até aos 13 anos.