A autoridade de proteção civil emitiu, esta segunda-feira, um aviso devido ao mau tempo previsto para as próximas 24 horas.

Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), esta segunda-feira, vai ser marcada por precipitação intensa nas regiões Norte e Centro, vento forte, queda de neve, sobretudo na Serra da Estrela, e agitação marítima na costa ocidental.

O período mais crítico deverá ocorrer entre as 00:00 e as 12:00 de terça-feira.

Na terça-feira, as regiões Norte e Centro vão ser as mais afetadas pelo mau tempo, onde se prevê trovoada, aliada à queda de granizo ou chuva forte e persistente. Deverá registar-se também vento com rajadas fortes, que podem chegar até 110 km/h nas terras altas.

A  queda de neve também vai manter-se, em especial na Serra de Estrela-Torre, bem como, a agitação marítima forte ao longo da costa ocidental.

Na região Sul, a precipitação local excessiva e persistente dos últimos dias poderá provocar cheias e inundações face à subida da altura do caudal dos rios e ribeiras. O risco é acrescido no vale do rio Sorraia, com submersão de pontes no concelho de Mora, galgamento da margem esquerda do rio em Coruche, com vigilância em relação à vila, e submersão de estradas, e submersão de estradas e também no Algarve.

As previsões do Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA) indicam que, na terça-feira, haverá chuva forte e persistente nas zonas montanhosas do Norte e do Centro, sendo o período mais critico entre as 00:00 e as 12:00, queda de neve acima de 1.400 metros de altitude, nomeadamente na Serra da Estrela, descendo gradualmente a cota para mil metros nas regiões Norte e Centro, em especial na Serra da Estrela e no extremo Norte.

O vento soprará até 45 km/h do quadrante oeste, com rajadas até 80 km/h, em especial no litoral, podendo chegar aos 55 km/h e com rajadas até 110 km/h nas terras altas, prevendo-se a persistência destas condições durante um longo período de tempo, com ligeiro desagravamento durante a manhã no Norte e Centro e durante a tarde na região Sul.

As rajadas de vento poderão atingir os 70 km/h, em especial no litoral, e os 90 km/h nas terras altas, até ao início da manhã de terça-feira.

Deverá ser mantida a vigilância sob as bacias do Tejo, Douro, Vouga e Mondego”, alerta o comunicado da ANEPC.

Devido às condições meteorológicas descritas, o piso rodoviário estará escorregadio, pode haver cheias rápidas nas zonas urbanas e em estruturas urbanas subterrâneas com deficiente drenagem e em locais historicamente mais vulneráveis e quedas de ramos ou árvores.

Nas estradas, os condutores devem reduzir a velocidade e evitar a circulação em vias afetadas pela acumulação de neve. Sendo preferencial, que os portugueses optem por cumprir o dever geral de recolhimento domiciliário, em vigor, e evitem conduzir sob condições climatéricas adversas.

Todos os cidadãos que tenham imperiosamente de se descolar devem adotar medidas de segurança suplementares:

  • verificar o estado dos pneus e respetivas pressões

  • transportar e utilizar as correntes de neve nos veículos

  • assegurar o abastecimento de combustível em níveis que permitam percorrer trajetos alternativos ou a permanência do veículo em funcionamento por longos períodos de tempo, em caso de retenção nas vias afetadas

  • garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento

  • providenciar alimentos adequados em quantidade e características, assim como medicamentos, de acordo com o número e tipologia de ocupantes dos veículos

É ainda imperativo evitar atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas.

Nas vias afetadas pela acumulação de água são desaconselhadas viagens com crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais e deve-se ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas. 

Poderão ainda ocorrer inundações por transbordo de linhas de água, danos em estruturas suspensas, queda de ramos, árvores, ou postes elétricos.

Haverá ainda uma sensação térmica desconfortável devido à conjugação da temperatura mínima baixa e do vento, em especial nas terras altas.

Assim, a ANEPC recomenda que sejam desobstruídos os sistemas de escoamento das águas pluviais e retirados objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao escoamento das águas.

Nuno Mandeiro / JGR