Uma depressão frontal vai condicionar o tempo no arquipélago da Madeira nas próximas horas, mas a sua passagem será rápida, estando previsto que o período mais crítico aconteça entre as 06:00 e as 09:00 desta quarta-feira.

Segundo o diretor do Observatório do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) na Madeira, Victor Prior, a situação, apesar de estar em vigor um aviso laranja para precipitação, não tem semelhanças com aquela que se verificou no sábado e domingo, cuja depressão ficou estacionária durante 24 horas sobre o arquipélago da Madeira.

A esta depressão estarão associados períodos de chuva ou aguaceiros acompanhados de trovoada a partir do fim do dia de hoje e madrugada, podendo prolongar-se até ao início da tarde de quarta-feira. O período mais crítico será entre as 06:00 e as 09:00, particularmente entre as 07:00 as 08:00. Esta é a informação que temos mais atualizada", disse.

O diretor do Observatório do IPMA na Madeira adiantou que os níveis de precipitação se enquadram "dentro do aviso laranja que está em vigor", mas substancialmente inferior aos que aconteceram no último fim de semana.

As quantidades de precipitação são cerca de 60% das que estavam previstas e divulgadas esta manhã. A situação, em geral, melhorou ligeiramente, mas, no entanto, vamos montar vigilância nas próximas horas. Este sistema passa muito depressa e amanhã [quarta-feira] pelas 12:00 já terá passado a Madeira. A passagem é rápida, não haverá valores acumulados comparáveis a sábado e domingo passados", sublinhou.

Victor Prior referiu ainda que a situação é acompanhada há dez dias e "à partida não é uma situação idêntica, não é uma situação que mereça preocupação demasiada".

O vento será marcado na costa sul com rajadas de 70 km/hora e nas zonas montanhosas 90 km/h.

No último fim de semana, o arquipélago da Madeira foi fustigado com chuvas fortes que chegaram a atingir os 290 milímetros por metro quadrado, vento e trovoada persistente, provocando dois apagões, várias inundações, queda de pedras, estragos em algumas estradas.

Seis famílias, num total de 21 pessoas, ficaram desalojadas.

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