A Proteção Civil registou desde quarta-feira mais de 9.500 ocorrências devido ao mau tempo, estando 144 pessoas desalojadas, e sendo de momento a situação mais crítica a da subida do rio Mondego.

Segundo o comandante Pedro Nunes, em declarações hoje aos jornalistas na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em Carnaxide (Oeiras), o “Mondego é a situação mais complexa que se vive no país” com os caudais a atingirem valores críticos.

Estão a decorrer evacuações para prevenir os efeitos de eventuais cedências de diques.

Foram já retiradas 72 pessoas de habitações das margens do Mondego, na região do baixo Mondego, nos concelhos de Montemor-o-Velho e Soure.

No total, além das 144 pessoas desalojadas (por as suas habitações terem sido afetadas pelo mau tempo), há ainda 104 pessoas deslocadas (retiradas de suas casas como medida de prevenção).

No balanço realizado sexta-feira às 20:00 registavam-se 80 desalojados e havia registo de cerca de 8.500 ocorrências.

A nível de estradas, a Proteção Civil está preocupada com o IP3, considerando o comandante Pedro Nunes que é uma "via de comunicação de evitar para quem circula entre os distritos de Viseu e Coimbra".

Na ferrovia, quer as linhas do Norte quer a linha da Beira Alta continuam encerradas.

A passagem da depressão Elsa já provocou em Portugal dois mortos e um desaparecido, estando cerca de 30.000 operacionais envolvidos nas operações de ajuda às populações.

Proteção civil pede que se evite orla costeira devido à forte agitação marítima

A Proteção Civil pediu ainda aos cidadãos que evitem estar perto da orla costeira nos próximos dias devido à forte agitação marítima, sobretudo no norte de Portugal continental.

“Apelamos para não se exporem à orla marítima nos próximos dias porque vamos ter agitação marítima muito forte”, disse o comandante.

O responsável acrescentou que merece especial preocupação a agitação marítima na costa norte.

A Proteção Civil deixou também avisos sobre a intensificação do vento prevista para as próximas horas, enquanto a precipitação deverá diminuir a partir desta tarde, passando de chuva forte e persistente a aguaceiros.

O vento deverá sentir-se forte sobretudo a norte, tendo alertado o comandante da proteção civil para as rajadas de vento no Gerês.

Chamamos a atenção para as pessoas no Gerês, onde o pico das rajadas de vento pode atingir 140 quilómetros por hora na próxima madrugada e no dia de amanhã”, afirmou.

/ (Atualizada às 14:55) ALM com Lusa